Construir uma equipa num novo mercado: cinco lições do recrutamento internacional
Abrir em Portugal ou em França começa pelas pessoas certas. Eis o que faz a diferença quando as empresas contratam além-fronteiras.

Expandir para um novo país é entusiasmante, e as primeiras contratações decidem muitas vezes a rapidez com que a nova equipa ganha ritmo. Em quase vinte anos de recrutamento internacional na Europa e no Norte de África, as mesmas lições repetem-se.
1. Comece pelo negócio, não pela descrição de funções
Uma descrição de funções enumera tarefas. Uma boa pesquisa começa pelo contexto: porque existe a equipa, como é o sucesso ao fim de doze meses e que decisões esta pessoa vai tomar sozinha. É esse contexto que os candidatos querem ouvir, e é ele que nos permite avaliá-los bem.
2. Contrate o primeiro líder antes da equipa
O primeiro responsável local molda a cultura, as contratações seguintes e a relação com a sede. Acertar nesta contratação torna todas as seguintes mais fáceis.
O que procurar
Procure alguém que conheça o mercado local e que trabalhe à vontade com uma sede no estrangeiro. Muitas vezes, é a combinação mais rara.
3. Respeite as expectativas locais
Prazos de pré-aviso, tipos de contrato, estruturas salariais e o ritmo das decisões variam de país para país. Os candidatos notam quando um processo os ignora.
As línguas contam
Conduzir a conversa na língua do candidato cria confiança desde cedo, mesmo quando a língua de trabalho será o inglês.
4. Vá ao encontro de quem não está à procura
Os melhores perfis raramente respondem a anúncios. Uma abordagem direta e discreta chega a pessoas que estão bem onde estão e que precisam de uma boa razão para mudar.
5. Planeie a integração, não só a contratação
Uma proposta assinada é o início, não o fim. Uma integração clara, pontos de situação regulares nos primeiros meses e uma ligação direta à sede tornam muito mais provável que o novo colaborador fique.
As primeiras contratações certas tornam um novo mercado menos estranho.